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PowerBalance, não funciona ou não foi provado que funciona? ;)

Então…

O meu respeito pelo site Gizmodo, principalmente pela versão brasileira que é mais comum algum conhecido dar share no Google Reader, já anda na casa do negativo. Para afundar mais um pouco, publicou recentemente uma notícia com o título “Pulseiras da PowerBalance não funcionam, admite empresa” e a única coisa que de fato me incomodou nisso tudo foi… o título da notícia (e talvez a forma no tom debochado e de acusação da mesma… mas acho que isso é do estilo do site).

Eu também não “apoio” esse treco de PowerBalance, mas nunca descobri qual o macete/truque nos testes… porque já fizeram comigo e até parece que você ganha equilíbrio com essa joça  :P (Mas o meu “eu lógico” simplesmente me fez ignorar isso tudo, já que não fazia o menor sentido… como se a gente conhecesse muita coisa desse universo louco em que vivemos ;) ).

A questão é… o que está escrito no título da notícia, não é isso que o comunicado diz. O comunicado diz que o que é dito na propaganda (que funciona, etc) não foi provado cientificamente… assim como também ninguém provou que não funciona, então acho totalmente desnecessário um post com um título desses.

Acho que essas bugigangas são tão validas quanto um totem, amuleto… ou até quem sabe uma cruz ou um terço para quem é religioso. São objetos que são um ponto de “refúgio” para algumas pessoas (por algum motivo que só o psicológico delas sabem), só ver o que algumas pessoas conseguem fazer apenas por terem fé, acreditarem profundamente em alguma coisa.

Ninguém provou cientificamente que rezar o terço adianta de alguma coisa… mas as pessoas continuam rezando (principalmente estudantes em épocas de prova) e até agora não vi nenhum comunicado do vaticano pedindo desculpas nem um monte de gente fazendo “mimimimi” (só alguns ateus chatos que nem o Bola :P).

PS: Como se provas científicas, ainda mais envolvendo coisas médicas não tivessem problemas nenhum… mas as pessoas preferem acreditar em um remédio qualquer (afinal é um remédio, vende uma penca deles na farmácia!) do que em uma pulseira/amuleto…

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  1. Bola
    janeiro 4, 2011 às 11:42 pm

    O problema consiste apenas no fato de que o ônus da prova é da empresa que alega isso.

    Ela não pode chegar e falar: “Minha pulseira é mágica! Se não concorda, prove o contrário!”, ela tem que chegar e falar “Minha pulseira é mágica. Aqui está a prova. Se não concorda, tente quebrá-la.”

    Essa inversão da lógica acontece muito no mundo, inclusive em direito, onde em muitos casos uma pessoa é alegada culpada(principalmente por mídia ou fofoca), sem nenhuma prova, e ELA que tem que provar que é inocente.

    Continuo falando que isso não passa de charlatanismo, mas pelo menos eles foram honestos em falar que não há nada que prove que funciona, e que ressarcirão quem comprou de forma legal a pulseirinha(zé ruela que pagou 120 reais aqui tomou na olhota). E se quiserem, continuem falando “pessoas se sentem melhores usando uma tira de plástico.”, desde que não falem nada de “cientificamente provado”, como já vi antes.

    E sim, assim como qualquer coisa que o homem mete o dedo, existe muita sujeira na ciência, principalmente como envolve dinheiro, como a indústria farmacêutica.

    • brunobuss
      janeiro 5, 2011 às 6:07 am

      A parte do “cientificamente provado”, parece que foi um erro de marketing da austrália (?)… tanto que a empresa do Brasil já disse que por aqui tá tudo bem e não vai devolver nada não.

      Agora bola, desculpa… a inversão lógica quem faz é você. Segundo o seu segundo parágrafo (o caso da empresa), ela ta sendo acusada e ela que tem que provar que é inocente? Ou os outros que deveriam provar que a alegação “Minha pulseira é mágica!” é errada? Se fosse isso, você está cometendo justamente o que condena no 3o parágrafo do seu comentário. (Ou então eu não entendi seu argumento.)

  2. Bola
    janeiro 4, 2011 às 11:43 pm

    E o comentário só foi gigante porque me chamou de ateu chato. =P

    • brunobuss
      janeiro 5, 2011 às 6:07 am

      Você já foi melhor nisso :P

  3. Bola
    janeiro 5, 2011 às 11:33 am

    Tô invertendo não. Eu falei que está sendo alegada culpada por mídia ou fofoca, e não na justiça.

    Na justiça, para que alguem te acuse como culpado de algo, precisa de provas. Se não tiver, você pode passar o julgamento rebolando que o juiz te colocará como inocente.

    Agora, mídia e fofocas são diferentes. Por uma fofoca pessoas “descobrem” algo sobre você, te acusam disso, e você que se vire para provar que isso é mentira, por mais que a acusação que você sofreu nunca foi cometida por você.

    Exemplo simples: minha irmã estava na diretoria financeira da comissão de festas da turma dela. Por um motivo idiota, uma garota da turma dela passou a odiá-la, e começou a espalhar uma fofoca de que ela estava desviando dinheiro e produtos da festa para ela.

    Qual deveria ser a obrigação da garota, como acusadora? Falar “ela está desviando dinheiro. Olha as provas.”, mas ela falou “ela está desviando dinheiro. Se ela discorda, que prove que não.”

    E foi o que teve que acontecer. Minha irmã provou a inocência a quem chegou a acreditar na fofoquinha.

    Um outro exemplo(dessa vez será bem impreciso pois minha memória é falha):

    muitos anos atrás, um casal tinha uma escola famosa em São Paulo. Uma mãe de um aluno os acusou de serem pedófilos. Foram tratados como monstros destruidores pela mídia, as pessoas os tratavam como animais, as pessoas tiraram os filhos da escola. A vida deles foi completamente destruida.

    Depois de anos de julgamento, foram inocentados pela justiça. Nunca fizeram nada, e (obviamente) ninguém tinha provas de que eram culpados. Mas fofocas e o tratamento da imprensa já tinha destruído a imagem deles e tudo que eles tinham, e quando foram inocentados, saiu uma nota de jornal de canto de página só. Até hoje são tratados na rua como pedófilos.

    • brunobuss
      janeiro 5, 2011 às 11:40 am

      Assim, de boa, eu continuo achando que você está misturando muita coisa.

      E além disso, ja ficou tão longe do caso da pulseira que eu não sei nem mais como correlacionar direito.

  1. janeiro 5, 2011 às 3:55 pm

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